Vaninha®

May 28

“Estar bem e feliz é uma questão de escolha
e não de sorte ou mero acaso.
É estar perto das pessoas que amamos,
que nos fazem bem e que nos querem bem.
É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal,
não hesitando em usar o bom senso,
a maturidade obtida com experiências passadas
ou mesmo nossa sensibilidade para isso.
É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras.
Evitar sentimentos corrosivos como o rancor,
a raiva e as mágoas, que nos tiram noites de sono
e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los.
É valorizar as palavras verdadeiras
e os sentimentos sinceros que a nós são destinados.
E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível,
aqueles que dizem as coisas da boca para fora
ou cujas palavras e caráter
nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las.” — Friedrich Nietzsche. (via momentos-so-meus)

(via momentos-so-meus)

May 24

Aos nossos filhos

compositor Ivan Lins

canta Elis Regina

Perdoem a cara amarrada, 
Perdoem a falta de abraço, 
Perdoem a falta de espaço, 
Os dias eram assim… 

Perdoem por tantos perigos, 
Perdoem a falta de abrigo, 
Perdoem a falta de amigos, 
Os dias eram assim…

Perdoem a falta de folhas, 
Perdoem a falta de ar 
Perdoem a falta de escolha, 
Os dias eram assim…

E quando passarem a limpo, 
E quando cortarem os laços, 
E quando soltarem os cintos, 
Façam a festa por mim…

E quando lavarem a mágoa, 
E quando lavarem a alma 
E quando lavarem a água, 
Lavem os olhos por mim… 

Quando brotarem as flores, 
Quando crescerem as matas, 
Quando colherem os frutos, 
Digam o gosto pra mim…

Digam o gosto pra mim…

May 17

May 06

“Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só…” — Florbela Espanca

May 03

“Sempre tive a seguinte filosofia: as pessoas vão até onde a gente deixa. Sou eu que coloco os limites. É você que diz até onde a outra pessoa pode ir. Ninguém pode forçar a barra ou uma situação. Ninguém pode forçar amizade, cumplicidade ou intimidade. As coisas precisam ser naturais, simples, saudáveis, afinal, todo mundo está aqui para ser feliz, para conquistar todo dia alguma serenidade.” — Clarissa Corrêa. (via momentos-so-meus)

(via momentos-so-meus)

Apr 29

“De vez em quando sinto uma falta de ar violenta. Mas não se preocupe, acho que não tem nada de errado comigo ou com meus queridos pulmões. A coisa vai mais além (e vem mais de dentro): está difícil viver. É julgamento aqui e ali, feito bala perdida. Sobram juízes, sobram deuses, sobram entendidos em todos os assuntos. E falta um pouco de olho no olho e compaixão. Até quando você vai apontar o erro do outro ao invés de reconhecer seus próprios erros? Não aguento mais esse ti-ti-ti, esse bafafá, essa gente que não é capaz de olhar para si primeiro. Tudo precisa de rótulo, tudo precisa ser debatido, tudo precisa virar confusão, tudo é levado para o outro lado e encarado como crítica. As pessoas estão sensíveis e agressivas demais. É contraditório, eu sei. Mas jogam mil pedras nos outros e ficam ofendidas por pouco. Isso é demais pra mim. É por isso que cada vez mais eu me fecho no meu mundinho. E lá entra quem eu quero, quem é da minha tribo. Porque esse mundo onde tudo é guerra, confusão e gritaria não é comigo. Não gosto do grito, prefiro os meus silêncios. Não gosto da confusão, sou do time da calmaria. Não gosto do tumulto, prefiro a paz. Não gosto da fofoca, prefiro falar com os olhos. É mais humano, mais leal, mais digno, mais legal.” — Clarissa Corrêa. (via momentos-so-meus)

(via momentos-so-meus)

Momentos só Meus: “Somos gente: dura tarefa. Com sorte, aqui e ali a ternura faz parte”... -

momentos-so-meus:

“Somos gente: dura tarefa. Com sorte, aqui e ali a ternura faz parte” (Lya Luft)
Sinto dizer: desapontar pessoas faz tão parte da vida quanto tomar café. Leio e releio esta frase e engulo seco. Minha alma está de dieta. Não cabe em mim o peso de mais uma cara amarrada. Decepções não acontecem…

[video]

Apr 27

Martha Medeiros: Mulheres na pressão -

marthamedeiross:

(…) Ainda desejamos provar para o mundo que yes, we can.

Claro que mulheres podem tudo, está sacramentado. Mas será que devemos querer tudo? Onde foi parar nosso critério de seleção? Já não sabemos distinguir o que é prioridade e o que pode ficar em segundo plano: tudo virou prioridade. E só uma mulher supersônica consegue ter eficiência absoluta em todos os quesitos: melhor mãe, melhor amiga, melhor filha, melhor namorada, melhor esposa, melhor profissional, melhor dona de casa e melhor bunda. É morte por exaustão na certa.

Eu proponho, nesse dia internacional da mulher, que a gente dê uma folga para nós mesmas. Vamos mudar de assunto. Que se pare de falar de mulheres que conseguiram engravidar aos 57 anos, que perderam 30 quilos em duas semanas, que beijaram 28 caras em duas noites de carnaval, que aprenderam a ganhar dinheiro sem sair de casa, que visitaram 46 países nos últimos 10 anos, que sobreviveram a tragédias, que conseguiram dominar a melenas, que são executivas completas, que possuem duas centenas de sapatos, que três semanas depois de se separar já estão felizes nos braços de outro, que preparam um risoto de funghi em 10 minutos, que têm disposição para rolar no chão com os filhos, que assistiram a todos os filmes em cartaz, que aparentam ter 15 anos a menos, que exibem uma barriga de tanquinho um mês depois de parir, que lembram trechos inteiros dos clássicos que leram na época da faculdade, que superaram traumas, que arranjam tempo para fazer pilates, ioga, musculação e drenagem linfática. Dá orgulho, eu sei, mas é uma competência e uma autopromoção que beira o irreal.

Estou com saudades de ler e ouvir sobre as adoráveis qualidades dos homens. Eles merecem voltar a ser valorizados em seus atributos. Isso ajudaria a resolver nosso stress. Com menos holofotes em nossa direção, deixaremos de nos cobrar tanto e recuperaremos um pouco da paz de nossas avós.

(via cartas-anonimas)

Apr 25

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. […] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.’” — Clarice Lispector. “Pensar é um ato, sentir é um fato.” - A Hora da Estrela (via momentos-so-meus)

Apr 20

Chico Buarque

O namoro do Chico Buarque com a cantora ruiva Thais Gulin rendeu para nós este primor de blues  ESSA PEQUENA, cuja letra vai aí abaixo. Mas rendeu também a interessante crônica UM TEMPO SEM NOME da escritora Rosiska Darcy de Oliveira sobre “o novo conceito de envelhecer”.  Também segue abaixo.


ESSA PEQUENA

Chico Buarque

Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela

Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la

Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai

Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena

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Um tempo sem nome

Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12

Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.

Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida .

Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.

A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.

Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes — obras na casa demolida — a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.

Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.

A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.

”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.

Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição.

Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida.

ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA é escritora. E-mail: rosiska.darcy@uol.com.br.

Apr 11

Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim

Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força

Deus me perdoe por querer
Que deus me livre e guarde de você

” —

Reza

Rita Lee

Mar 23

Eu quero um de cada.

Eu quero um de cada.

(Source: imgfave, via cartas-anonimas)

Mar 14

“Gosto de quem tem foco, sabe? De quem sabe o que quer e não se deixa intimidar pelas dificuldades. Admiro quem sabe pedir desculpas, quem sabe voltar atras. Gosto de gente que sabe chorar. Odeio homem que se faz de macho, tão macho, que é incapaz de admitir que precisa do amor de uma mulher para ser feliz. Porque de verdade, todos nós sabemos que vodka e sexo não preenchem o vazio provocado por uma tarde de domingo ociosa. A vida não se resume a uma solidão forjada. Admiro quem sabe viver um amor de verdade, sem medo, sem máscaras. Gosto de quem é de carne, osso, e é claro, sentimento.” — Stephani Ignatti  (via l-osingmyself)

(Source: meupassadonostalgico, via habituar-me)

“‎”Relações que desafiam o tempo só podem ser construídas com amor. Para ficar bonito, grande e forte, é preciso doçura, paciência, caprichar daqui, consertar dali, plantar, regar, deixar pra trás o que não prestou. Não é ser feliz o tempo todo, não é esperar do outro mais do que ele pode dar, mas saber do que o coração de cada um pode oferecer. É respeitar o sonho do outro, porque sonho é coisa delicada. Não acredito em amor incondicional, mas naquele verdadeiro, que cede, respeita, entende, pacientemente espera, que vive. O que importa para cada um é a felicidade do outro. No cansaço, o conforto do colo. Nas diferenças, a tolerância. Nas vitórias, a cumplicidade do olhar. Na vida, companheiros.” — Erika Machado